1 de abril de 2016

Vem me buscar, Dercy!


Já faz uns dias, semanas, na verdade, a notícia até esfriou, mas não na minha cabeça. Só depois de entregar o TCC, castrar o Max, vacinar a Paçoca, viajar à Sobral e terminar a segunda temporada de Arrow é que consegui sentar - sem peso na consciência - pra escrever. É que nesse meio tempo, em Tempero de Família na GNT, o Rodrigo Hilbert resolveu abater um novilho "ao vivo". E mais uma vez a internet veio a baixo! Como já disse, a única rede social que acesso é o Instagram e mesmo ali, no meu feed, o assunto era um só. Assassino foi o adjetivo mais "carinhoso" atribuído ao apresentador. Poderia ser mimimi de vegetariano, mas carnívoros também se manifestaram em repúdio ao programa. Ok, razoável, nem todo mundo tem estômago pra ver morte e sangue em show de culinária... vamos deixar esses detalhes pros noticiários policiais. Pena que não foi apenas isso, comentários diziam "tomara que façam o mesmo com os seus filhos". Isso é assustador! Vocês não querem ver de onde vem a carne que consome, mas deseja que o filho de alguém seja degolado?
Eu não vi a cena, mas pra quem já viu assistiu gente levando tiro, sendo espancado, pulando de prédio nos jornais, acho que aguentaria de boa presenciar a morte da bezerra. Sou um tiranossauro rex por carne, não sei de onde vem "os bichos" que como, não sei se estou comprando gato por lebre, me sentiria segura conhecendo a procedência dos alimentos que ingiro.
O que sei e assino embaixo é que a cada dia que passa o mundo do politicamente correto (onde um crime justifica o outro) se torna mais hipócrita e chato pra caralho!

14 de março de 2016

Quanto vale sua vida?


Minha rua é muito barulhenta e com isso já estou acostumada, até gosto - dependendo do tipo de barulho - quando os vizinhos estão conversando (de uma esquina pra outra), de pessoas caminhando ou indo cedinho pro trabalho, por exemplo. Mas ontem fui acordada com sons diferentes. De agonia e desespero. Abri a janela do meu quarto e não demorou muito pra descobri o que havia acontecido. Mais um assalto. Moro em uma encruzilhada, na frente da casa há muita movimentação, porém, do lado tem um terreno desabitado, a vizinhança é recuada e escura. Não é a primeira vez que assaltos acontecem ali. O alvo é sempre o mesmo: alguém desavisado, distraído, carregando um celular.
Dia desses li a notícia sobre uma empresa indiana que estava lançado o celular mais barato do mundo, ele sairia por 3,7 dólares, no Brasil ficaria em torno de 15 reais. Fiquei com isso na cabeça desde então. Já imaginou o golpe que esses ladrõeszinhos que roubam pra trocar por droga sofreriam se todo mundo resolvesse ter um?
É muito fácil, pra mim, ter esse tipo de pensamento, porque enquanto todos desejam o novo Iphone, faço o contrário e troco o meu Samsumgzinho por um Multlazer, sem arrependimentos.
Infelizmente, não podemos "ostentar" nem o mínimo sem que um inescrupuloso esteja de olho em tomar o que conquistamos com tanto sacrifício e trabalho.
Em um mundo perfeito, teríamos a liberdade de usar nossos eletrônicos de última geração em qualquer lugar, sem medo de ser surpreendido por uma arma apontada pra sua cabeça. Ao passo que esse dia não chega, não seria sensato usar smartphones mais "desinteressantes" pros bandidos? Afinal, sua vida vale mesmo um Iphone 6 Plus?

11 de fevereiro de 2016

Eu, no país maravilhoso da Alice


Eu e Amanda recebemos uma missão: a de gravar um vídeo dando um depoimento sobre a Alice. Senti uma mistura de pânico e felicidade. Pânico por ter de falar pra uma câmera (odeio câmeras) e felicidade porque é o que ela transmite sempre que nos encontramos. Mas, o que dizer? Meu pai deu a ótima ideia de escrever tudo no papel, depois resumir tudo. Então, é o que estou tentando fazer.
Hoje ela disse algo que eu já sabia há muito tempo: que é especial. Também sei que é funkeira, engraçada, vaidosa e a mais linda do mundo! Levou um ano pra conquistar sua confiança e pouco tempo pra ganhar nosso coração. Desejo tudo de melhor que o mundo pode oferecer e espero poder estar por perto quando acontecer. O aniversário é seu, mas o presente é nosso por fazer parte, um pouquinho que seja, da sua vida.

6 de fevereiro de 2016

Todo amor merece respeito


Costumamos associar o bullying à escola, infância, vergonha, corpo. Mas pouca gente se dá conta de que ele continua a acontecer na vida adulta e se concentra em diferentes áreas. Conta bancária e relacionamentos amorosos, por exemplo. Quando se é julgado pelas coisas que tem, seu telefone precisa ser o último modelo de Iphone. Eu nunca me liguei nessas coisas, se puder, até evito. Mas se você não usa os acessórios da moda e nem frequenta tal balada, você é o "patinho feio" da turma. Podem me chamar de esquista, mas se o que tenho é o que define se as pessoas vão gostar ou não de mim, prefiro assim (falou a diferentona). E aí, já casou? Quem, depois dos 25 não ouviu essa pergunta, que atire a primeira bigorna do alto de um precipício no meio da cara.
Casar nunca esteve nos meus planos, se aparecesse alguém que valesse a pena, moraria junto, no máximo. Filhos, então, só se o cara fosse o mais incrível do mundo. Claro, nunca conheci esse homem, se é que ele existe... O fato é que agora estou sendo "hostilizada" por declarar e dedicar amor aos animais (tenho três gatos, cuido deles o máximo que posso, a Estopinha, minha "primogênita", dorme todas as noites comigo na cama. A Meg é asmática, mais fluente em italiano do que em "miês" - os veterinários são italianos - de tantas as vezes que a levei à clínica veterinária com ela em crise. Por fim, o Max, filhote da Meg, que já está com os dias contados pra ser castrado). Enquanto pessoas da minha idade, ou mais novas, estão construindo uma família (ou seja: minhas amigas estão parindo), eu passo meus dias fotografando meus bichinhos (sim, também tenho três cachorros). E isso incomoda tanto, que elas se sentem no direito de diminuir o que sinto e faço por eles, afinal, são apenas "bichos". Ninguém consegue entender que são vidas a quem dôo grande parte da minha. Tenho plena noção que amor de mãe é desmedido, eterno, incondicional... Enfim, não é pra comparar, só peço que me respeitem. Acho o cúmulo, quando comento sobre "os meus bebês" e a criatura solta a pérola: e quando morrer, heim? A minha vontade é de voltar com a mesma pergunta em relação ao filho dessa pessoa, sinceramente. Só não o faço porque sei que geraria polêmica.
Talvez eu nunca venha a engravidar, nem tenha minha própria família. E mesmo que tenha feito outras escolhas, o desdém com que me tratam, às vezes dói.

13 de janeiro de 2016

Netflix, casa comigo?


Hoje eu lembrei  que tenho um blog. Hoje dei um banho na Paçoca. Hoje limpei o ventilador. Hoje ouvi música. Hoje, finalmente, desmontei a árvore de Natal...
Tarefas rotineiras, algumas deveriam ser diárias e humanamente necessárias pra uma vida normal. Mas não pra quem descobriu o maravilhoso e incrível mundo Netflix. Ligar o computador pra olhar a nota em Tópicos Avançados? Impossível! Netflix bloqueia toda e qualquer obrigação que venha a ter. O arroz queima, o telefone toca, a vida passa...
Só mais um episódio, o resto pode esperar.