12 de agosto de 2017

É tudo uma questão de estética


Tava aqui lembrando de quando eu usava Facebook e li uma noticia sobre o Karl Lagerfeld ter assistido a uma apresentação da Adele e dito algo do tipo: é uma grande cantora, só precisa emagrecer. Cara, eu fiquei possuída! E como toda pessoa em sã consciência com perfil no Facebook faz, compartilhei minha indignação na time line. Algumas pessoas responderam dizendo que ele estava mesmo certo, que ela provavelmente teria um monte de doenças relacionadas à obesidade...
Agora eu te pergunto: você ouve uma música, e o que te toca são os problemas de saúde que aquele artista pode ter? Tudo bem que o comentário foi sobre o comentário do cara lá... ele vive disso, de vestir corpos esqueléticos, de empurrar padrões goela a baixo. Mas enquanto a possível diabetes e pressão alta da Adele preocupava meio mundo, a magreza de Amy Winehouse estava dentro do que julgam padrão e isso equilibrava as coisas, estava tudo bem, ninguém perdia o sono com isso.

O que a gente precisa saber é que ninguém tá preocupado com a sua saúde se você está acima do peso, não sei os motivos, mas muita gente se sente incomodada e ofendida com isso. Talvez porque eles mesmos estejam sofrendo e se sacrificando pra se manterem nos "padrões". Ser bem sucedido requer um grande esforço, ser bem sucedido e lutar constantemente pra manter o corpo dentro das exigências das capas de revistas deve ser uma batalha travada contra um inimigo cruel, que tem ao seu lado um dragão que cospe fogo.

3 de junho de 2017

What´s going on?


Se não for pra criar uma série incrível e inspiradora e cancelar na terceira temporada a Netflix nem faz. Porra, poderiam ao menos ter feito um fechamento à história, um episódio do tipo "foi só um sonho", "tava todo mundo morto no inferno".
Cancelaram com a desculpa de que era cara, filmada em 9 países diferentes... Ok, foi. Mas estavam todos juntos no último episódio.
Eu amei Sense8, acho que foi a única série que assisti duas vezes e teria assistido outras tantas enquanto esperava a nova temporada sair.
Achei falta de respeito abandonar o projeto sem conclusão. Por mim, cancelava a Netflix (tá pensando que é o governo Temer pra fazer o povo de otário?), faria protesto, "diretas já" e o escambau do tanto que essa notícia me deixou triste. Pode ser TPM? Pode ser TPM! Mas isso não muda o fato de que fiquei órfã de Lito, Sun, Nomi, Wolfgang, Riley, Kala, Capheus, Will, Bug, Hernando e Dani. 💔





P.S.: ainda torço pra que isso seja só uma piada de péssimo gosto.

9 de fevereiro de 2017

Ó o gás!


Que direito as pessoas pensam que têm em ditar o que é certo e errado na minha vida e na sua?
Discordar de uma atitude sua é direito meu, mas se não me agride, não interfere na minha vida, por que caralhos devo apontar o dedo na sua cara e sugerir que você se mate?
Aconteceu ontem comigo no YouTube num vídeo onde o Axel, O Alemão, reagia ao funk "ó o gás". Comentei que fazia aulas de dança (dentre elas, o funk) todos os dias e não sabia da existência dessa música. Meu irmão, pra quê? Foi uma chuva de "meus pêsames", "se mata", "desperdício de dinheiro"... Caí na besteira de responder e me vieram com a resposta de que o funk só fala de putaria, não trata a mulher com respeito, promove a bandidagem, materialismo, grana e sexo fácil.
Até concordo que muito funk, ousaria dizer que a maioria que a gente conhece, faz isso mesmo. Mas as versões que a gente dança são aquelas mais leves, que diz "meu PAI te ama" e tal. Ou seja, o único contato que tenho com esse tipo de música é esse. Afinal, não é o estilo musical que costumo ouvir em casa. Aliás, muitas dessas músicas só fico conhecendo a letra no canais do gringos. Tipo: todos os dias fazia a coreografia de Bumbum Granada, mas nunca tinha parado pra escutar, nem saberia procurar pela letra na internet, juro, não tinha prestado atenção até o Alexei, O Russo, reagir ao clipe dela.
Mas voltando ao "Ó o Gás", cara, que mal teria se, de fato, gostasse da porra do funk? Acho que a única pessoa prejudicada ao ouvi tal coisa seria eu, não é? Além do mais... rola, buceta e cu, quem não tem, já viu, então, pra quê tanto rebuliço? Sugeri que não fizessem aulas de dança, aí veio alguém e disse que só estavam rindo de alguém por fazer aula de uma coisa tão incomum e que eu não deveria problematizar o assunto. Primeiro, me espantei por EU, Itanna, ter problematizado alguma coisa, quando na verdade tava só me defendendo. Depois, quis explicar pra essas pessoas que a dança foi a forma que o meu corpo encontrou de expulsar alguns dos meus demônios, a depressão, por exemplo. Não que ainda não sinta, porém, já não dependo de remédios pra ficar "legal". Mas não conseguiria fazer com que essas pessoas, que se agarram a um par de músicas e resolveram que delas poderiam julgar todas as outras, entendessem o meu ponto de vista. Não valeria o desgaste.
As coisas são tão maiores do que as nossas convicções. Nem eu provaria que o funk poderia salvar uma vida, nem eles me fariam acreditar que a solução seria tirar a minha.

1 de fevereiro de 2017

Real oficial


Dei uma pausa no blog porque achei que eu reclamava demais aqui. Pensei, pensei.. e o que decidi foi: foda-se. Essa porra é minha, faço e falo o que eu quiser. Não adianta, não seria eu. Good vibes e felicidade de plástico é só o que tem na internet. É todo mundo lindo, feliz, vivem de festas, viagens e sushi. Não sou assim, até porque, ir a uma festa e passar o tempo todo fazendo snap, live e o caralho é muito brega! Já repararam que no Instagram é todo mundo blogueiro/influencer? Essa merda tá enchendo o saco. A pessoa tem 30 seguidores, 29 são da família e ela fica lá "gente, superindico esse sorvete da putaquepariu".. 💩 É ou não é pra mandar tomar bem no olho do cu?

9 de outubro de 2016

O que achei de iZombie


Sempre me interessei por assuntos apocalípticos, principalmente se têm zumbis neles. Mas poucos são os filmes e séries que abordam de maneira que prendem a minha atenção (como é o caso de Z Nation, assisti a primeira temporada inteira só pra dizer que não tentei).
Foi então que vi na Netflix a série iZombie e cliquei sem muita expectativa. É um CSI zumbi. A médica Liv tem a vida muito bem estruturada, com casamento marcado e tudo mais. Até que uma festa muda todos os seus planos. Lá, ela é "zumbificada". E pra conseguir cérebros, acaba indo trabalhar no necrotério como médica forense da polícia. O diferencial é que ela fica com as memórias do dono do cérebro ingerido, ajudando a solucionar o crime que matou aquela pessoa. É fofo e leve, apesar de sangue, assassinatos e investigações.